

O governador Jaques Wagner afirmou na tarde de ontem que os cargos ocupados pelo PMDB no governo continuam com o partido e que tem interesse em manter a coalizão PT/PMDB até 2010. Wagner minimizou o tom do artigo do ministro Geddel Vieira Lima em que colocava à disposição do governador todos os espaços que o partido ocupa na administração estadual.
Antes de escrever o artigo, segundo relatou o governador, o ministro Geddel telefonou para ele, dizendo-se preocupado com o tensionamento entre o PT e o PMDB. “O que ele escreveu todo mundo sabe: os cargos estão sempre à minha disposição, seja do PMDB, PT, do PCdoB, porque o governador nomeia e o governador tira. Eu prefiro ler a frase do ministro, em que ele diz que se mantém apoiando o projeto que construímos, independentemente dos cargos. Essa é a parte que está registrada para mim”.
Indagado se não preocupava o fato de o ministro Geddel Vieira Lima não descartar a possibilidade de disputar a sucessão em 2010, Wagner disse que sua cabeça está voltada essencialmente para 2009. Ele ressaltou que a agenda de 2010 será pautada pela gestão do próximo ano.
O governador foi enfático ao lembrar que ganhou a eleição em 2006 construindo uma unidade de nove partidos e que quer manter e ampliar essa unidade. Repetiu que, estando o PT e o PMDB juntos em 2010, é natural que uma vaga do Senado vá para o PMDB. No artigo, o ministro Geddel diz somente que não será candidato a deputado federal, deixando em aberto a disputa pelo Senado e o governo. Mas Wagner demonstra tranqüilidade.
(As informações são do A Tarde)
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